Justiça

STF registra 46 movimentações em duas semanas em meio a divergências sobre o caso Master

O Supremo Tribunal Federal (STF) atravessa um período de divergências internas relacionadas às investigações do Banco Master e aos procedimentos que envolvem integrantes da própria Corte.

Por Saulo Bezerra · 20 de setembro de 2026 · 10h20
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Arte jornalística do Política em Foco sobre as 46 movimentações registradas no STF em duas semanas, em meio às divergências entre ministros relacionadas às investigações do Banco Master.

O Supremo Tribunal Federal (STF) atravessa um período de divergências internas relacionadas às investigações do Banco Master e aos procedimentos que envolvem integrantes da própria Corte.

Levantamento publicado pela CNN Brasil neste sábado (19) identificou ao menos 46 movimentações, entre despachos e ofícios, em um intervalo de duas semanas. A sequência de decisões e solicitações evidencia os desacordos sobre a condução dos procedimentos relacionados ao caso.

O QUE ESTÁ EM DISCUSSÃO

Parte das divergências envolve a utilização de informações extraídas do celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e os procedimentos adotados para examinar possíveis irregularidades relacionadas a integrantes do Judiciário.

As discussões também alcançam a atuação da Polícia Federal, o compartilhamento de documentos e a competência para conduzir determinadas apurações.

Dois procedimentos ganharam destaque: a Petição 16.662, relacionada a informações que mencionam Alexandre de Moraes, e a Petição 16.704, que envolve questionamentos sobre a atuação de André Mendonça.

JULGAMENTO TERMINOU SEM DECISÃO DEFINITIVA

Na sessão extraordinária de 15 de setembro, os ministros discutiram uma questão processual apresentada por Gilmar Mendes para reunir os dois procedimentos e determinar sua redistribuição.

Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes manifestaram-se favoravelmente à proposta.

Edson Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia posicionaram-se contra a reunião dos processos.

O julgamento foi interrompido após pedido de vista de Flávio Dino, quando havia quatro votos contrários e três favoráveis à proposta.

Kassio Nunes Marques estava impedido de participar da votação, enquanto Dias Toffoli declarou suspeição.

O mérito das acusações não foi examinado naquela sessão.

O QUE ACONTECE AGORA

A continuidade da análise depende da devolução do processo por Flávio Dino e da definição dos próximos passos pelo tribunal.

Enquanto isso, as investigações relacionadas ao Banco Master continuam produzindo novos desdobramentos e discussões sobre o tratamento das informações obtidas pela Polícia Federal.

A questão central ainda pendente é como os procedimentos envolvendo integrantes do próprio Supremo serão conduzidos, respeitando as regras processuais, o direito de defesa e a necessidade de esclarecimento dos fatos.