Justiça

Justiça manda AGU explicar atuação na defesa de Janja

A Justiça Federal deu prazo de 15 dias para que a Advocacia-Geral da União apresente os documentos que autorizaram a representação da primeira-dama Janja em ação que questiona gastos públicos com viagens internacionais.

Por Saulo Bezerra · 22 de setembro de 2026 · 10h30
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Composição editorial com Janja diante de referências à Justiça Federal e à AGU, acompanhada da manchete sobre a exigência de explicações para sua defesa judicial.

A Justiça Federal do Distrito Federal determinou que a Advocacia-Geral da União apresente os documentos utilizados para autorizar a representação judicial da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, em uma ação popular que questiona gastos públicos com viagens internacionais.

A determinação foi feita pela juíza Maria Cecília de Marco Rocha, da 9ª Vara Federal Cível do Distrito Federal. A AGU terá 15 dias para apresentar o requerimento administrativo feito pela primeira-dama, o parecer jurídico que analisou o pedido, o ato que autorizou a representação e os demais documentos relacionados ao procedimento.

A ação foi apresentada pelo vereador Guilherme Kilter e pelo advogado Jeffrey Chiquini. Eles questionam despesas relacionadas a viagens internacionais realizadas por Janja, acompanhando delegações oficiais ou participando de compromissos sem a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Entre os deslocamentos mencionados estão viagens realizadas a Nova York, Roma, Paris, Moscou e São Petersburgo. Os autores pedem a anulação dos atos que autorizaram as despesas e o eventual ressarcimento de valores aos cofres públicos.

A União e a primeira-dama apresentaram defesa conjunta, representadas pela AGU. Segundo o órgão, sua participação foi autorizada após requerimento administrativo e análise do cumprimento das exigências previstas na legislação e nas normas internas.

Durante o processo, porém, os autores alegaram que os documentos mencionados pela própria AGU não haviam sido apresentados nos autos. Diante disso, a magistrada decidiu solicitar a documentação antes de avaliar se a representação judicial foi realizada regularmente.

A decisão não afirma que a AGU agiu de maneira irregular nem representa uma condenação da primeira-dama. A medida busca verificar se foram cumpridos os requisitos legais necessários para que um órgão público atue em sua defesa.

Depois da manifestação da AGU, os autores da ação terão prazo para se pronunciar. Em seguida, o Ministério Público Federal deverá analisar o caso antes de uma nova decisão judicial.

O episódio levanta uma questão importante sobre os limites da utilização da estrutura pública na representação de pessoas ligadas ao governo. A resposta da AGU e a análise posterior da Justiça deverão esclarecer se sua atuação ocorreu dentro das regras aplicáveis ao caso.

As informações centrais foram confirmadas por CNN Brasil, UOL e Gazeta do Povo. A decisão exige a apresentação de documentos e ainda não concluiu pela existência de irregularidade.