Política

Em meio à crise no STF, Lula diz que cargo público não pode servir a benefício pessoal

Presidente cobra resposta institucional de Fachin e Gonet, defende transparência e afirma que todos devem estar submetidos às mesmas regras, sem citar Alexandre de Moraes nominalmente.

Por Saulo Bezerra · 4 de setembro de 2026 · 21h17
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Luiz Inácio Lula da Silva em composição editorial com a bandeira do Brasil, o edifício do Supremo Tribunal Federal e a escultura da Justiça.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (4), durante cerimônia no Palácio do Planalto, que ninguém pode utilizar o cargo público em benefício pessoal. A declaração ocorreu em meio à crise no Supremo Tribunal Federal (STF), mas Lula não citou nominalmente o ministro Alexandre de Moraes. Lula defendeu que autoridades e cidadãos estejam submetidos às mesmas regras e afirmou que pretende promover, no próximo ano, uma discussão sobre uma nova reforma do Poder Judiciário. O presidente também demonstrou preocupação com a perda de confiança da sociedade nas instituições. Dirigindo-se ao presidente do STF, Edson Fachin, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, Lula cobrou transparência e uma resposta institucional capaz de transmitir tranquilidade à sociedade. Também criticou fake news, denuncismo e vazamentos seletivos. As declarações foram dadas em meio à crise que envolve integrantes do Supremo e investigações relacionadas ao caso Banco Master. No mesmo evento, Fachin afirmou que a resposta institucional deverá respeitar a legalidade e colocou entre suas prioridades o fim do inquérito das fake news e a adoção de um código de ética para o STF. Embora o contexto dê peso político à declaração, Lula não atribuiu sua crítica diretamente a Moraes ou a outro ministro. Sua manifestação pública tratou de forma geral da responsabilidade de quem ocupa cargos e da necessidade de preservar a credibilidade das instituições. O que acontece agora Os próximos encaminhamentos do STF e da Procuradoria-Geral da República deverão mostrar como as instituições responderão à crise e às acusações envolvendo integrantes da Corte.